A escolha do Cirurgião

A importância da escolha de um cirurgião que seja especialista em cirurgia plástica!

Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) indicou que 97% dos erros em cirurgias plásticas são cometidos por profissionais não especialistas.*

Para evitar isso é imprescindível que o médico escolhido por você seja especialista em cirurgia plástica e habilitado para isso.

Para tanto, antes de tomar a decisão de realizar ou não a cirurgia recomendamos que o cirurgião seja cadastrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Não tenha receio de perguntar ao médico se ele é especialista da SBCP no momento da avaliação ou em qualquer outro momento, sua saúde é mais importante do que qualquer possível constrangimento.

Confira se seu médico é especialista da sociedade brasileira de Cirurgia Plástica: www.sbcp-sp.org.br

 

Leia também : https://www.proteste.org.br/saude-e-bem-estar/bem-estar/noticia/dicas-para-voce-escolher-um-cirurgiao-plastico

“Dr Bumbum” era médico, mas não cirurgião plástico

Dr Bumbum era médico, mas não podia atuar como Cirurgião Plástico

No último dia 15 de julho foi confirmada a morte da bancária Lilian Quezia Calixto Jamberci, 46 anos, após complicações decorrentes de um procedimento estético feito pelo médico Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr Bumbum.

Lilian Quezia Calixto Jamberci, 46 anos

A cirurgia foi feita em um apartamento na Barra da Tijuca, além de o mesmo ser réu em mais de 10 ações judiciais, que envolvem complicações em outras cirurgias, porte ilegal de arma, etc… O Dr Bumbum em questão, tinha diploma de médico, mas não podia trabalhar como cirurgião plástico, pois não era um especialista.

“Formar-se em cirurgia plástica requer um investimento de mais de uma década. São 6 anos de faculdade de medicina, 2 de cirurgia geral e mais 3 anos de especialização. Somando 11 anos ao todo…”, explica o Dr. Rogério Ramos.

Mediante a esse caso, nos sentimos na obrigação de esclarecer algumas questão com o intuito de ajudar você a saber identificar e escolher um cirurgião sério, ético e que preze antes de tudo por sua vida.

Como descobrir se um médico é confiável?

A legislação brasileira permite que qualquer médio especializado em cirurgia plástica atue realizando procedimentos estéticos. Você pode acessar o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e pesquisar se seu médico é especialista clicando aqui.

Saber se seu médico é um especialista em cirurgia plástica é a primeira coisa que precisa saber antes de tomar sua decisão. Profissionais inaptos que realizam cirurgias plásticas são um risco para a sua saúde.

Um levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) indicou que 97% dos erros em cirurgias plásticas são cometidos por profissionais não especialistas.*

Neste caso específico do “Dr Bumbum”, houveram vários fatores que favoreceram no que culminou na morte da paciente:

  • Médico não especialista.

Como explicado anteriormente, para atuar como cirurgião plástico é necessário ser especialista e ter se preparado adequadamente para isso.

“Antes de cirurgiões, somos médicos, por isso, zelar pela saúde e bem-estar de cada paciente está em nosso Código de Ética e isso precisa ser o mais importante!” acrescenta, Dr. Rogério Ramos.

  • Cirurgia sem condições mínimas de segurança.

Para uma cirurgia de qualquer espécie, mesmo os procedimentos menos invasivos, é necessário que seja feito em um ambiente preparado, um hospital ou centro cirúrgico que garantam condições de higiene (para evitar infecções) além equipamentos para atendimento de emergência, caso necessário.

  • Desrespeito às normas e regras da SBCP

  1. Não é proibido o uso das mídias sociais como fonte de informações aos pacientes, porém, é proibido a promoção e propaganda de cirurgias e terapias, porque os procedimentos precisam de uma avaliação prévia que serão recomendados pelo médico para cada paciente.
  2. Médicos não são autorizados a postarem ou divulgarem, independente da autorização do paciente, fotos de “antes e depois”, afinal o código de ética proíbe a divulgação do pré e pós operatório.
  3. Um médico só pode dar dicas de prevenção e indicações de um procedimento se este tiver formação para isso, e tem que tenham respaldo científico.
  4. Todo médico deve informar seu CRM, que é o número que o profissional adquire após realizar a inscrição no Conselho Regional de Medicina.
  5. No caso de um especialista vale solicitar também o RQE que é o Registro de Qualificação de Especialista emitido pelo Conselho Regional de Medicina de cada Estado.
  6. Médicos não podem dar dicas ou mostrar etapas ou técnicas de qualquer procedimento, mesmo os especialistas, pois isso caracteriza-se propaganda pessoal, o que o Conselho Federal de Medicina proíbe.

Entenda quais são as principais orientações para uma cirurgia plástica clicando aqui.

Em resposta ao acontecimento a SBCP publicou um comunicado lamentando o ocorrido:

“A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lamenta por mais um óbito de paciente que realizou um procedimento estético com um não especialista. A bancária Lilian Calixto, 46 anos, morreu no último domingo, 15, após complicações de um tratamento realizado por um médico não especialista e em local inadequado. Além de não ter formação em cirurgia plástica, o médico realizou o procedimento em sua residência, o que é proibido. 

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica repudia e reprova procedimentos médicos na área, realizados por não especialistas, e sobretudo nestes moldes. A crescente invasão da especialidade por não especialistas tem promovido cada vez mais casos de insucesso e fatais como este.

A SBCP disponibiliza em seu site, Facebook, e-mail ou telefone, uma consulta para saber se o médico é ou não credenciado pela Sociedade para realizar uma cirurgia plástica. A formação do cirurgião plástico é diferenciada, uma vez uma vez que ele deve obrigatoriamente, após os 6 anos da graduação em medicina, passar pela formação de cirurgião geral (2 anos) antes de cumprir mais 3 anos em cirurgia plástica, somando no mínimo 11 anos de formação. 

Além disso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem alertado reiteradamente a população sobre os riscos dos procedimentos que envolvem PMMA. A SBCP aguarda por decisões judiciais que possam definitivamente impedir que profissionais médicos e não médicos sem especialização em cirurgia plástica realizem procedimentos sem qualificação.”

 

*Dados de 2016 da SBCP.

Por que optar pela prótese revestida com poliuretano?

Saiba todas as principais características desta novidade no mundo das cirurgias mamárias e quais os benefícios da prótese revestida com poliuretano.

 

Os métodos e técnicas para a cirurgia plástica vem sofrido várias modificações graças ao avanço da tecnologia. Não seria diferente com os modelos e tipos de próteses de silicone.
A fim de minimizar os efeitos adversos e maximizar os resultados; pesquisas e testes de densidade do gel, por exemplo, das barreiras de proteção para reduzir acúmulo de líquidos nos tecidos bem como formatos e volumes, têm sido feitas. A prótese revestida de poliuretano é a mais nova modernidade no mercado de cirurgia plástica. É revestida de uma camada externa de poliuretano vulcanizado criando um efeito “velcro”, pois tem maior aderência aos tecidos da pele.

Na prática, isso quer dizer que o implante “gruda” com maior facilidade aos tecidos por isso é menor a chance de contratura capsular e seroma. A taxa de possibilidade de contratura capsular caiu de 5% para 1% com as próteses revestidas de poliuretano, por exemplo. Observou-se também uma redução de ocorrências como a rotação ou o deslocamento da prótese significativa.

Os baixos índices têm incentivado o seu uso entre os cirurgiões plásticos, não apenas e casos primários de aumento de mamas, mas também em mastopexias, reconstruções mamárias, bem como casos secundários e terciários com contraturas de todos os tipos.
Se você tem problemas de flacidez, seja por aumento ou diminuição de peso ou por uma gestação, a prótese revestida de poliuretano é a mais indicada para você. Por sua maior aderência, mesmo quando há flacidez a chances de queda das mamas é menor.

Se é tão bom, porque nem todos os cirurgiões indicam este tipo de prótese?

 

Embora seja uma novidade, a prótese revestida com poliuretano não é um assunto tão novo no mundo das cirurgias plásticas. O uso da deste tipo de implante já foi alvo de uma polêmica mundial no meio científico, a partir de uma nota publicada pelo Food and Drug Administration (FDA) nos anos 90. Que tinha como objetivo solicitar a suspensão da venda deste produto pelas fabricantes nos Estados Unidos, com a declaração de que o produto seria potencialmente cancerígeno, segundo pesquisas realizadas em animais em laboratório.

Apesar de estes dados nunca terem sido comprovados cientificamente, a tecnologia só voltou a ser comercializada em 1995, após a FDA retroceder no pedido da proibição e ainda afirmar por meio de uma declaração pública que : “…estes implantes com cobertura de poliuretano são seguros e baixíssimas concentrações de TDA foram encontradas na urina destas pacientes…”.

A prótese revestida com poliuretano possuem textura diferente das próteses mais tradicionais, por isso é necessário que o cirurgião seja capacitado para manipular e posicionar de forma correta na hora da cirurgia.

Segundo o Dr. Rogério Ramos, “a manipulação deste tipo de prótese é um pouco dificultosa se comparada à outros modelo. Por isso, o cirurgião deve possuir a técnica correta para a colocação e posicionamento da prótese. Apesar da dificuldade, este tipo de implante é bastante benéfico ao paciente, pois os contratempos do pós-operatório são bastante reduzidos.”.

Há contraindicações?

Para alguns profissionais, o manuseio da prótese revestida com poliuretano é mais difícil no momento da colocação, pois ela exige técnica médica para que o implante seja bem posicionado.
Para os pacientes a contraindicação está no pós-operatório, já que pode ser que o implante seja sentido e palpado com mais facilidade, principalmente em pacientes de biotipo mais magro. Porém com a rápida aderência deste tipo de implante, após o período de pós-operatório o implante já estará integrado ao corpo.

 

Fontes: Revista Brasileira de cirurgia plástica

Quais são os tipos de próteses de silicone. Como escolher a minha?

Como escolher a minha prótese de silicone?

O aumento das mamas é um desejo de muitas mulheres. Não à toa a colocação de prótese de silicone é um dos procedimentos cirúrgicos mais recorrentes nas clínicas e consultórios médicos.

A mamoplastia de aumento tem a função de melhorar o aspecto estético da mama, dando mais volume e rigidez, o que acaba por promover uma melhora na autoestima da paciente.

Existem diversos tipos de próteses de silicone disponíveis no mercado que geram diferentes resultados estéticos.

 

Como saber qual é a ideal para mim?

Primeiramente é expressamente obrigatório que você passe por uma avaliação clínica com um cirurgião plástico.

O Dr. Rogério Ramos explica que a avaliação do médico para a escolha do tipo de prótese é imprescindível. É em consultório que o médico poderá avaliar a situação da pele, simetria do corpo e histórico médico da paciente para definir qual será o melhor formato e tamanho da prótese, porém, “é importante tentar conciliar o desejo da paciente às limitações do corpo”, explica.

 

Mais qual é a diferença entre as próteses?

A diferença no formato das próteses proporcionará também um resultado estético diferente na paciente. Por isso, cada formato de prótese exerce uma função diferente, cabe avaliar qual é a sua intenção com o aumento dos seios.

A decisão de fazer uma mamoplastia de aumento envolve importantes escolhas: Tamanho e tipo da prótese, etc.

Porém, é importante não esquecer que quem poderá orientá-la para fazer a escolha correta é o seu médico.

O Dr. Rogério Ramos insiste que “a prótese que tenha ficado maravilhoso na sua amiga, pode não atingir o mesmo resultado em seu corpo”.

Conheça a seguir os diferentes tipos de prótese, que diferenciam-se entre si pela relação de altura (o quanto a mama é projetada para frente) e largura (diâmetro da base).

Essa variação de perfis existe para proporcionar um resultado o mais bonito possível ao corpo, considerando: tamanho do tórax, tendência à flacidez, objetivo e expectativa da paciente.

As próteses redondas ou cônicas são as mais utilizadas em estética, pois visam dar colo para paciente.

Ainda assim, muitas mulheres ficam em dúvida sobre escolher a prótese cônica ou redonda, conheça a diferença entre elas e converse sobre as opções com seu médico.

 

Prótese Cônica ou Silicone Perfil Super Alto

Este perfil de prótese é a que possui menor base e maior projeção, ou seja, é mais “pontuda” se comparada as demais. O efeito nos seios é uma mama mais projetada para frente, principalmente os mamilos. O volume deste modelo de prótese é em mais concentrado no centro, por isso a projeção mais acentuada.

Se você quer que seus seios fiquem mais redondinhos e projetados está pode ser uma opção interessante para você.

 

Para quem é recomendada?

 

Esta prótese é indica para pacientes que tem o tórax estreito e o peito pequeno. Como a base do busto não ficar alargada a projeção a frente é mais evidenciada.

 

Prótese Redonda ou Silicone Perfil Alto

Este tipo é um dos favoritos pelas mulheres.

O perfil alto ou prótese redondo preenche bastante a parte superior da mama, marcando bem o colo.

Se o que você procura são peitos mais arredondados e volumosos, vale considerar esta opção.

 

Para quem é recomendada?

É recomendada para pessoas com tórax proporcional e que já possuam volume nos seios. Esta acaba por ser mais estética, pois a intenção é deixar as mamas mais evidentes e com o colo mais desenhado.

 

Perfil Baixo e Moderado

Este perfil tem como característica uma base mais larga e altura reduzida, o que proporciona menor projeção da mama.

Para quem procura por esse tipo de cirurgia estética, peitos menos evidentes talvez não seja o resultado desejado. Para pessoas que desejam apenas um pouco mais de volume e firmeza, vale considerar este perfil de prótese.

Para quem é indicada?

Pessoas que primeiramente não querem os seios muito evidentes e que possuem um tórax mais alargado.

 

Prótese Anatômica ou também conhecida como Silicone Formato Gota

O perfil anatômico também popularmente conhecido como “gota” tem a maior parte do volume de silicone concentrado em seu polo inferior (parte de baixo). Proporciona o aumento da mama, porém sem perder o aspecto natual.

Por esta característica é bastante utilizada em cirurgias reconstrutivas, daquelas mulheres que enfrentaram o câncer de mama.

Para quem é indicada?

Este tipo de prótese é para mulheres que desejem um colo maior, porém desejam manter o aspecto natural das mamas.

Prótese de silicone x câncer de mama: mitos e verdades que você precisa conhecer

O sonho de colocar uma prótese de silicone ronda a cabeça de muitas mulheres. Entretanto, ainda falta muita informação a este respeito, principalmente quando se trata da relação entre prótese de silicone e câncer de mama. No post de hoje, você fica por dentro dos mitos e verdades sobre este assunto. Confira!

Prótese de silicone causa câncer de mama?

A resposta é não. Se você realizar o procedimento junto a uma clínica especializada, com um médico formado, com CRM ativo e especialista na área, não há risco. O importante é que você se certifique de escolher uma clínica reconhecida para fazer o procedimento.O silicone medicinal é diferente do silicone industrial, não afetando sua saúde.

Prótese de silicone pode dificultar o diagnóstico de câncer de mama?

Neste caso, a resposta é sim. Uma pesquisa americana identificou que, de cada 100 mulheres com prótese de silicone nos seios e câncer de mama, 55% não conseguiram detectar a doença. No momento da mamografia, não foi possível identificar o tumor, devido ao bloqueio visual que a prótese provoca no exame.

Nos casos de câncer de mama em mulheres sem prótese de silicone, a dificuldade em identificar a doença caiu para 37%.

Quem tem prótese de silicone tem mais chances de ter câncer de mama?

Isso é mito. O câncer de mama é uma doença causada pela degeneração de células mamárias, que se proliferam de maneira rápida e desordenada, afetando a saúde da mulher. Inclusive, vale ressaltar que 1% dos casos de câncer de mama são detectados em homens, portanto, nada tem a ver com a colocação de prótese de silicone.

Prótese de silicone causa linfoma?

Estudos recentes detectaram que o uso de próteses texturizadas pode causar um tumor chamado linfoma anaplásico de células grandes, que afeta o sistema linfático. O problema se inicia no tecido que se forma em volta da prótese texturizada, ou seja, nos seios, expandindo-se até o sistema linfático. O diagnóstico só pôde ser percebido após a aparição de sintomas, como dor, inchaço e acúmulo de líquidos.

Prótese de silicone após câncer de mama melhora a qualidade de vida?

A autoestima é essencial para que qualquer mulher se sinta bem consigo mesma. Sendo assim, quem passa por uma mastectomia (retirada do seio), pode se beneficiar de implantes de silicone.

Como sabemos, os seios compõem uma parte importante do nosso corpo, estão diretamente ligados à libido e à sexualidade feminina. Nesse sentido, as mulheres que superaram um câncer de mama e fizeram o implante de silicone demonstraram recuperação mais rápida e uma vida plena e feliz.

Prótese de silicone antes ou depois de engravidar?

A prótese de silicone é colocada abaixo da glândula mamária, ou seja, não impede a produção de leite quando a mulher está grávida. Sendo assim, não há problema algum de colocar a prótese antes de engravidar.

Mitos e verdades solucionados? Então tome a sua decisão sem medos e seja feliz, com ou sem prótese de silicone!

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A importância do adequado estado nutricional dos pacientes no pré e pós-operatório

São diversos os fatores que podem influenciar no processo de cicatrização, sendo a nutrição adequada um dos mais relevantes. A nutrição é uma grande aliada da cirurgia plástica atuando tanto na cicatrização e recuperação dos pacientes, como também na manutenção de peso após as cirurgias estéticas.

O organismo, quando bem nutrido, terá a sua disposição, nutrientes necessários para uma evolução positiva no pós-operatório, tornando a cicatrização mais rápida e consequentemente proporcionando uma maior agilidade na recuperação e na alta do paciente.
Durante os períodos iniciais do pós-operatório o corpo passa por um stress metabólico, utilizando boa parte das reservas corporais. Por isso, o organismo apresentará necessidades aumentadas de nutrientes.
A cicatrização consiste em um processo com três etapas diferentes: Fase inflamatória, fase proliferativa e a fase final, que determinará a elasticidade da cicatriz. Cada uma dessas etapas exigem nutrientes específicos, que irão atuar tanto no controle da inflamação, na formação do colágeno, na manutenção da massa corporal magra, além de auxiliar na melhora do estado imunológico do paciente, diminuindo o risco de infecção.
Uma grande variedade de suplementos nutricionais está disponível no mercado para promover a proliferação celular, ajudar na síntese de colágeno e na contração e remodelação da ferida. Estudos mostram efeitos promissores com o uso de suplementos proteicos (em especial a glutamina e arginina), omêga-3, zinco, vitamina A e C, entre outros.
Por fim, é de salientar que cada paciente é único e, assim sendo, a intervenção nutricional deve ser personalizada levando em conta a individualidade bioquímica de cada um. Além disso, a suplementação de qualquer nutriente não substitui uma alimentação variada, completa e equilibrada.

Dicas gerais:

  • Manter uma alimentação rica em carboidratos complexos, por serem fontes energéticas para as células envolvidas no processo de cicatrização, além de evitarem a perda de massa magra.
    Fontes: Batata Doce, Aipim, Inhame, Banana da Terra, Aveia e Frutas no Geral.
  • O Ômega-3 atua como anti-inflamatório e ajuda na produção de tecido e remodelação da ferida.
    Fontes: Azeite de Oliva, Chia, Linhaça, Abacate, Castanha do Pará, Nozes, Macadamia e etc.
  • Promover uma ingestão de boas fontes proteicas ao longo do dia. Sabe-se que a deficiência de proteína prolonga o tempo da fase inflamatória; diminui a síntese e deposição de colágeno; reduz a força tênsil da ferida; aumenta a taxa de infecção da ferida; inibe a angiogênese e inibe a remodelação da ferida.
    Fontes: Soja, Frango, Carnes magras, Quinua, Amaranto.
  • A Vitamina A, estimula a síntese de colágeno aumentando a força tênsil da ferida, acelerando a cicatrização e a epitelização.
    Fontes: Leite, fígado, Vegetais folhosos verdes escuros ( Brócolis, espinafre, couve, por exemplo), mamão, cenoura, laranja, batata doce, abobora.
  • Vitamina C é essencial para a síntese de colágeno. E a sua deficiência diminui a força tênsil dos tecidos, aumenta a fragilidade capilar, intervém na formação de fibras colágenas anormais, alterações da matriz intracelular, prejudica a defesa antibacteriana local e aumenta a probabilidade de deiscência em feridas recentemente epitelizadas.
    Fontes: Acerola, Caju, Abacaxi, Kiwi, Laranja, Goiaba, Limão.

Devem ser evitados nos primeiros 30 dias alimentos tais como: carne de porco; presunto; DENDÊ, chocolate; amendoim; salsicha; lingüiça; salame; frutos do mar; feijoada; pimenta; temperos fortes. Evitar sal e açúcar em excesso, além de alimentos que provoquem gases, como batata doce, repolho, bebidas gaseificadas ( refrigerentes), etc.

Nas cirurgias de Nariz ( Rinoplastia) e em algumas cirurgias da face algumas recomendações

  • Após a cirurgia, nos dois primeiros dias, a dieta deve ser leve, devendo se oferecido ao paciente somente alimento frio ou à temperatura ambiente.
  • Sucos e sorvetes são permitidos e devem ser oferecidos ( Hidratação e diminuição do edema local)
  • Não é permitido alimentação quente durante 5 dias

Obedecer à prescrição médica. Nenhum outro medicamento deverá ser tomado sem que nos comunique. Cuidado com palpites e opniões de pessoas leigas. Na dúvida, entre em contato com nossa equipe

Orientações gerais para nossos pacientes de cirurgia plástica

Nós entendemos que a decisão de submeter-se a uma cirurgia plástica é pessoal e cada indivíduo deseja algo diferente. Na moderna cirurgia plástica, procuramos ouvir nossos pacientes e discutir em detalhes nossos diagnósticos e possibilidades de tratamento, tornando o procedimento cirúrgico individualizado.
É importante que você esteja a par de todos as informações que envolvem o se procedimento e este texto é para fornecer orientações gerais para nossos pacientes de cirurgia plástica.

1- INFORMAÇÕES GERAIS

Estas informações foram cuidadosamente preparadas para que você, nosso(a) paciente, esteja bem esclarecido(a) em relação aos procedimentos mais realizados pelos cirurgiões plásticos. Gostaríamos de frisar a importância tanto das cirurgias estéticas como das reparadoras. No entanto, os procedimentos das últimas, por serem muito particulares e dependem especificamente de cada deformidade (congênita ou adquirida) são extremamente diversos, não nos permitindo esclarecer com detalhes técnicos neste manual. Se este for o seu caso, suas particularidades serão bem esclarecidas durante a consulta médica. É muito importante para você mesmo(a) a leitura atenta destas informações, sendo que suas dúvidas poderão ser esclarecidas a qualquer momento durante nossa convivência. O cirurgião escolhido por você é a melhor pessoa para esclarecer estas dúvidas. Ele foi eleito como seu médico de confiança e está pronto a ajudá-lo (a).
Além de ter caráter informativo, este manual apresenta as principais medidas a serem tomadas pelos pacientes no período pré e pós- operatório. É, entretanto, um informativo geral. As cirurgias específicas serão detalhadas em informativos próprios a cada uma delas.

IMPORTANTE:
As suas informações na ficha de identificação e dados, que é preenchida no consultório, devem ser as mais precisas visando prevenir insucessos. Fatores como infecção atual ou recente, anemia, debilidade orgânica ou doenças sistêmicas, uso de medicamentos, tabagismo, alergias (medicamentosas, alimentares ou outras), uso freqüente de álcool e/ou drogas etc devem ser levados ao conhecimento do seu médico da maneira mais clara e aberta possível, pois podem influenciar diretamente nos resultados previstos.

2-NOSSA RELAÇÃO

O nosso relacionamento objetiva o bom resultado da cirurgia. Somos uma equipe da mesma tarefa e assim, nossa relação deve basear-se em honestidade, sinceridade, amizade e confiança. Juntamente com você, nosso(a) paciente, estamos esperando os melhores resultados possíveis para seu caso.

3-PREVISIBILIDADE DE RESULTADOS

A Cirurgia Plástica tem por finalidade proporcionar efeitos mais harmônicos em determinadas regiões ou mesmo equilibrar o conjunto da nossa aparência que pode estar marcado pelo tempo ou por desconformidade com os padrões de beleza. Portanto, a finalidade é fazê-lo(a) parecer tão bem quanto possível, dentro de suas características individuais.
Por combinar arte e ciência, a cirurgia plástica está sujeita a variações inerentes ao mecanismo fisiológico, que é específico e pessoal. Também, a particularidade do caso, deverá ser avaliada e ponderada, confrontando o desejo do paciente com suas limitações físicas.
A cirurgia estética busca melhores resultados, porém, é importante entender quanto melhores estes resultados poderão ser, para evitar uma expectativa além dos limites permitidos a cada caso. Já a cirurgia reparadora visa a recuperação funcional e/ou anatômica de uma ou mais regiões específicas do corpo, restabelecendo total ou parcialmente a capacidade física e a integridade psíquica. Os dois tipos de cirurgias plásticas, como todo procedimento cirúrgico, não estão livres de riscos e seus resultados podem ser limitados, conforme a extensão e a complexidade dos problemas existentes.
Alguns fatores na evolução de uma cirurgia independem da atuação e capacidade do cirurgião. Assim, não sendo uma ciência exata, não é possível garantir resultados pré-determinados. Idade, peso, espessura e textura da pele, influências hereditárias e hormonais, o momento psicológico vivido pelo(a) paciente, dentre outros irão influenciar nos resultados, sobre os quais, o cirurgião não tem a menor ingerência.
Lembrando também que todo ser humano possui um lado do corpo diferente do outro, e isso também influencia o resultado final da cirurgia, devido a essa assimetria.

4-RISCOS E INTERCORRÊNCIAS:

Muitos questionam sobre os riscos da cirurgia. Toda cirurgia tem riscos, mas estes são geralmente previsíveis e na maioria das vezes, controláveis. As intercorrências vão desde cicatrizes inestéticas, edema (inchaço), equimoses (manchas roxas na pele), seromas (acúmulo de líquidos), hematomas, alterações transitórias ou definitivas de sensibilidade, alergias, trombose, embolia e até risco de vida.
A cirurgia estética, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos a ela inerentes são menores.
“O paciente precisa entender que a plástica é um ramo nobre da cirurgia geral e, como tal, é procedimento de risco. Uma transformação radical só Deus poderia fazer.” (Ivo Pitanguy)
“A plástica, ramo da cirurgia geral, está sujeita ao imponderável da medicina.”
(Cláudio Cardoso de Castro)
Evidentemente, uma técnica apurada e medidas obrigatórias de segurança contornam várias destas situações. Mesmo assim, problemas no trans e pós-operatório podem ocorrer. É importante compreender que o médico jamais tem a intenção de cometer um ato de imprudência, negligência ou imperícia. Problemas podem ocorrer, embora com baixa freqüência.
Na ocorrência de algum problema, sofrem tanto o(a) paciente como o cirurgião e, nessa situação, tudo será feito para que não haja conseqüências irreparáveis. Aproximadamente , 15 a 20% dos procedimentos cirúrgicos necessitam de algum procedimento adicional ou nova cirurgia.

5-DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA:

A documentação de imagens é fundamental e indispensável, pois é através dela que estudamos com detalhes a área a ser operada, definindo um planejamento cirúrgico prévio. Além disso, podemos comparar o pré e o pós-operatório. Estas imagens se destinam ao arquivo fotográfico do serviço.

6-CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS:

As orientações específicas de cada caso serão fornecidas nas consultas que antecedem a cirurgia, sendo esclarecidas em todos os detalhes.
O uso de cigarros, por reduzir a circulação sanguínea, especialmente nas extremidades, pode comprometer a cicatrização, provocando mesmo áreas de necrose (morte) dos tecidos. Portanto, aos fumantes , é recomendado suspender o hábito de fumar quatro semanas antes e até quatro semanas depois da cirurgia.
Também o uso de certos medicamentos (AAS, Buferim, Bufedil, Vitamina E, Gingko Biloba, dentre outros) deve ser interrompido duas semanas antes da cirurgia, pois alteram a coagulação sanguínea, propiciando sangramento. O consumo crônico de corticóides pode prejudicar a cicatrização, também devendo ser interrompido 15 dias antes da operação, sob orientação médica.

7-SIMETRIAS E ASSIMETRIAS:

Importante também é salientar as assimetrias do corpo humano, que algumas vezes não são observadas pelos(as) pacientes, e nem sempre são passíveis de correção. Muitas vezes elas já existiam antes da cirurgia e continuarão a existir. Uma metade não é igual à outra. Algumas vezes os(as) pacientes somente passam a notá-las após uma observação detalhada no pós-operatório.

8-AS CICATRIZES:

Outro fato às vezes incompreendido é a idéia de que a cirurgia plástica não deixa cicatrizes. A verdade é que toda cirurgia deixa cicatrizes que poderão ser mais ou menos visíveis. De acordo com o caso, elas podem ser escondidas em linhas naturais da pele, dentro do cabelo, possibilitando o disfarce através das vestes, além de serem realizadas com técnicas minuciosas para minorar sua aparência. Obviamente, o resultado final de uma cicatriz dependerá de vários fatores, como por exemplo, dos cuidados locais empregados no período pós-operatório, da capacidade intrínseca de cicatrização do(a) paciente, das condições patológicas associadas (diabete, infecções, anemias, alergias, carência de certas vitaminas/proteínas etc), hábitos sociais (tabagismo, etilismo, sedentarismo, exposição solar precoce e prolongada, etc), predisposição genética (quelóides, cicatrizes hipertróficas), alergia a fios cirúrgicos, uso de determinados medicamentos (AAS, corticóides etc), fatores locais (tensão exagerada e espessura da pele etc), dentre outros.

Lembre-se que:

a) A evolução desfavorável de uma cicatriz pode ocorrer independente da melhor técnica utilizada;
b) Não culpe o cirurgião por ela, já que este mecanismo é intrínseco e diz respeito à carga genética;
c) Toda cirurgia plástica é passível de retoques. Aguarde a indicação do melhor período e oportunidade para isso, ou até para uma nova intervenção (se necessária).

Assim, toda cicatriz apresenta um tempo de evolução que somente no seu final apresentará um resultado definitivo. Para sua tranqüilidade e acompanhamento, saiba que há quatro períodos distintos de maturação de uma cicatriz, que podem variar de acordo com o tipo e espessura da pele (e que é diferente de pessoa para pessoa):
Período imediato: vai até o 30º dia após a cirurgia .A cicatriz é fina e pouco visível;
Período mediato: vai do 30º dia até o 12º mês. A cicatriz se apresenta transitoriamente espessada, bem como se inicia a mudança de cor, passando do mais escuro (vermelho/marrom) ao mais claro. É o período mais preocupante para o(a) paciente. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos aos(às) pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
Período tardio: após o 12º mês. É a fase de resolução final do processo. A cicatriz começa a se tornar mais clara e macia, diminuindo as retrações e irregularidades. Qualquer avaliação de resultado da cirurgia, no tocante à cicatriz, deverá ser feita após este período. Também é importante frisar que estes resultados são variáveis de pessoa para pessoa, conforme vários aspectos já mencionados.
Menos freqüentemente, pode ocorrer o inverso e as cicatrizes sofrerem um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides ou cicatrizes hipertróficas. Estes estão relacionados à qualidade da pele e à genética e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação e tratamento adequado, indicando, quando pertinente, uma cirurgia oportuna para o retoque.
Período maduro: após os 18 meses. É o resultado definitivo.

9-AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS:

Não fique ansioso para ver os resultados da cirurgia logo nos primeiros dias. O nosso corpo precisa se adaptar às novas condições. Após o trauma cirúrgico ocorrem fenômenos normais de evolução como edema (inchaço) e acomodação dos
tecidos.
Alguns aspectos estéticos, para serem resolvidos, exigirão mais de uma cirurgia . Retoques necessários para melhoria da qualidade devem ser levados em consideração. Intercorrências de qualquer natureza se houver, deverão ser resolvidas, ainda que sua solução implique em nova cirurgia.
Os retoques posteriores à operação devem obedecer a um critério de tempo de espera, até que os tecidos possam ser manipulados novamente. Neste caso é importante não ser impaciente. Uma cirurgia num momento inoportuno em geral não oferece resultado compensador.

10-OS CUSTOS DA CIRURGIA:

Oferecer serviços de alta qualidade com o menor custo possível é nossa meta. A perda da relação custo/ benefício pode prejudicar a eficiência dos resultados pois não aceitamos abrir mão de materiais, equipamentos e instalações adequados para priorizar custos inferiores. Os custos podem ser menores assim como a qualidade. Assim, a sua segurança e tranqüilidade valem muito mais e devem ser uma prioridade.
Em relação às despesas hospitalares extras como taxas, diárias adicionais, medicamentos de uso esporádico e em situações imprevistas, exames laboratoriais feitos no hospital ou em outras instituições, transfusões sanguíneas, transferências para outros hospitais, etc; estas serão tratadas no departamento competente da instituição. Não sendo situações previstas e esperadas nestes procedimentos, estas despesas serão de responsabilidade do(a) paciente ou responsável.
Deve também ficar registrado e esclarecido que os retoques operatórios, se necessários, não serão cobrados pelo cirurgião, quando realizados de acordo com a avaliação criteriosa e na observância dos fatores técnicos e em tempo adequados. Caberá ao(à) paciente, no entanto, arcar com as despesas hospitalares e do anestesista. Isto é tradicionalmente aceito dentro e fora do Brasil e deve ser compreendido por todos.
Esclarecemos também, que complicações que ocorram imediatamente após a cirurgia ou no período de internação tais como: hematomas, sangramentos, deiscência, etc, serão devidamente corrigidas cirurgicamente sem pagamentos à equipe cirúrgica, porém com pagamento extra ao hospital e anestesista.

ESCLAREÇA TODAS AS SUAS DÚVIDAS COM SEU MÉDICO. VOCÊ O ESCOLHEU PORQUE DEPOSITA CONFIANÇA EM SEU TRABALHO. MANTENHA COM ELE UM RELACIONAMENTO CORDIAL E PERMANENTE E FAÇA DE SUAS VISITAS PERIÓDICAS UM MOTIVO DE SATISFAÇÃO PARA AMBOS.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.
Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento indicado pelo seu cirurgião seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas

Você decidiu fazer uma cirurgia plástica? Leia esta lista de 5 tópicos que você precisa saber

Antes de realizar uma cirurgia plástica vale lembrar da importância de se esclarecer sobre o procedimento a ser realizado, seja ele qual for. O sucesso da cirurgia plástica começa com um bom planejamento, escolha de um profissional competente, saber o que se deve fazer para a preparação cirúrgica e após a mesma.

Neste artigo temos uma lista dos 5 tópicos básicos que você precisa saber para uma melhor preparação para sua cirurgia.

PLANEJAMENTO CIRÚRGICO

  • Se informe sobre as técnicas disponíveis para o seu caso e como será sua cirurgia;
  • Pergunte qual será o tipo de anestesia;
  • Sobre tempo de cirurgia e se é preciso ter internação; Se informar se existe necessidade de dormir no hospital. Cerca de 90% recebem alta no mesmo dia;
  • Verificar se é preciso um tratamento pré-operatório e como será o pós-operatório da sua cirurgia;
  • Reservar dinheiro para tratamento estético como a drenagem linfática, compra de medicamentos e eventuais intercorrências;
  • Saber os riscos da sua cirurgia, como são as cicatrizes grandes; Esteja ciente que nem todas as cicatrizes evoluem bem e que você pode ser uma destas, existem fatores que não são controláveis. Não depende do médico e nem de você.
  • Escolher um cirurgião plástico especialista no que você quer modificar. Se informe com que frequência ele faz este tipo de cirurgia.
  • Planejamento quanto ao afastamento no trabalho, atividade física e local de repouso é fundamental. Esteja certa de que tem alguém para te apoiar durante a recuperação. Evite visita de “curiosos” antes do resultado final. Já basta a sua ansiedade!;
  • Ver quais os resultados podem ser alcançados com a cirurgia no seu corpo. Lembre-se seu corpo nunca ficará igual ao da sua amiga ou de artistas. Tenha expectativa realista. Caso o resultado que você deseja não for possível, não arrisque. Desista do procedimento!

ANESTESIA

A anestesia em cirurgia plástica é de fundamental importância para o conforto e segurança do paciente. Existe para cada cirurgia um tipo específico de anestésico. Pode-se utilizar vários tipos como:

  • Sedação (para procedimentos estéticos dolorosos);
  • Local + sedação (nas otoplastias, blefaroplastias, ritidoplastias, rinoplastias, lipoaspiração);
  • Anestesia geral (ritidoplastia, rinoplastias, mamoplastia, lipoaspiração, abdominoplastias, etc.);
  • Bloqueios regionais + sedação (raquianestesia e peridural, nos casos de mamoplastias, abdominoplastias, lipoaspiração).

Em todas as cirurgias deve existir uma avaliação prévia dos riscos através de questionários e exames específicos. Os procedimentos cirúrgicos em ambiente hospitalar possuem adequada e completa monitorização visando sempre a segurança do paciente.

DÚVIDAS PRÉ OPERATÓRIO

  •  Alimentação adequada: a cicatrização, facilidade de recuperação e resultado da cirurgia são influenciados diretamente pelo estado nutricional. É importante iniciar a alimentação correta algumas semanas antes do procedimento.
  • Parar de fumar. O cigarro piora a circulação, diminui a oxigenação e aumenta as chances de trombose e embolia pulmonar. Além disso, afeta o pulmão que atrapalha as trocas gasosas e eleva o risco de infecção pulmonar no pós operatório;
  • Atenção aos contraceptivos hormonais. Principalmente nas cirurgias do contorno corporal e naquelas de maior duração, o risco de trombose venosa (coágulo nas veias) e embolia pulmonar (quando este coágulo é deslocado para o pulmão ). Converse com seu médico e busque uma alternativa;
  • Não usar substâncias que afetem a coagulação;
  • Algumas medicações que contenham o AAS (Ácido Acetil Salicílico, como Aspirina, Melhoral, Bufferin, Doril e outros) prejudicam o sistema de coagulação (altera adesividade das plaquetas) e podem provocar sangramentos excessivos e hematomas (acúmulo de sangue). Algumas substâncias “naturais” como Ginkgo Biloba, alguns alimentos ricos em salicilato (gengibre, curry, açafrão, orégano e menta). Portanto informe e tire as dúvidas com seu médico;
  • Composição corporal adequada: Tanto o sobrepeso e obesidade quanto o baixo peso são ruins para a cicatrização, para os procedimentos anestésicos, recuperação e resultados estéticos. Veja se está com o peso ideal;
  • Evitar exposição solar: afeta a hidratação da pele e pode causar lesões que interfiram na cicatrização;
  • Evitar medicamentos para perda de peso: são múltiplas ações maléficas. Alguns são diuréticos, outros podem elevar a pressão arterial, causar arritmia e infarto do miocárdio. Fale sobre isso com seu médico;
  • Se o paciente estiver com gripe, resfriado ou qualquer infecção o médico deve ser comunicado. Muitas vezes uma pequena lesão como acne (espinha) próxima ao local da cirurgia pode ser desastroso

DÚVIDAS PÓS OPERATÓRIO

  1. Respeite o período de repouso indicado. Após a alta médica, você terá um longo e fundamental período de recuperação. Lembre-se que um comportamento inadequado por parte do paciente pode prejudicar todo um trabalho.
  2. Algumas cirurgias exigem o uso de cintas/malhas compressivas ou sutiãs cirúrgicos. O uso dos mesmos é imprescindível, pois contribuem para o funcionamento dos sistemas circulatório, sanguíneo e linfático, favorecendo o restabelecimento dos tecidos traumatizados. Também auxiliam na formação de cicatrizes mais finas e uniformes evitando, em alguns casos, manchas e cicatrizes desagradáveis.
  3. Caso observe qualquer sintoma estranho ou que não tenha sido descrito como provável pelo seu cirurgião plástico, comunique-o imediatamente. Não esconda dados importantes, como a ingestão de medicamentos alternativos, bebidas alcoólicas ou outras substâncias.
  4. Compareça a todas as consultas médicas agendadas, aos curativos, às sessões de drenagem linfática com a fisioterapeuta. Tudo isso é essencial para uma recuperação rápida e completa.
  5. A orientação do seu médico é a mais importante. Não compare sua recuperação ou resultado com o de amigas, artistas ou de curiosos. Você é única (o) e uma conduta personalizada deve ser adotada. Tenha paciência. Você será recompensada.

DICAS PARA PÓS OPERATÓRIO

Após a cirurgia plástica é hora de cuidar do pós-operatório e tudo deve ser seguido à risca para evitar hematomas, cicatrizes, inflamações, inchaços e outras complicações.

  • Repouso;
  • Seguir as instruções do cirurgião e sua equipe para movimentos na área operada;
  • Cada procedimento tem seu período especifico de repouso e restrições;
  • Medicamentos e dor: perguntar para o médico quais remédios você pode tomar em caso de dor e tomá-los nos horários corretos; Habitualmente são prescritos antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, Siga as instruções corretamente;
  • Curativos: voltar ao hospital ou clínica para troca de curativos nos dias agendados;
  • Seguir as orientações para não molhar e tipo de higiene específica para o tipo de procedimento que realizou.
  • Ter uma alimentação leve;
  • Ver com seu médico como será o procedimento de banho. Se a recomendação for não lavar o local, não lave.
  • Ver se você pode fazer tratamento de drenagem linfática na área para evitar hematomas;
  • Usar cintas sempre que for possível e indicado.

Orientações para manter a cirurgia plástica e fazê-la durar

  • Após a cirurgia plástica você precisa cuidar mais da saúde do seu corpo para que os resultados sejam duradouros e você fique satisfeito;
  • Visitar um nutricionista: peça uma dieta balanceada e equilibrada para manter seu corpo em forma;
  • Ver se seus hormônios estão controlados. Visite um endocrinologista;
  • Ir ao dermatologista e procurar um tratamento estético adjuvante para intensificar seu resultado. O uso do filtro solar todos os dias é fundamental;
  • Manter as drenagens linfáticas. Isso ajuda a controlar a celulite , diminuir os inchaços e a retenção de líquidos;
  • Praticar exercícios físicos de forma regular e orientada.